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O ouro à beira do caminho!

22/08/2014 - Institucional


Calcula-se que uma população de aproximadamente 8,5 mil pessoas passe diariamente pela avenida de acesso ao campus central da Universidade de Rio Verde - UniRV. São aproximadamente 7 mil acadêmicos, 800 servidores entre professores e técnicos administrativos e outros tantos visitantes que se dirigem à Universidade ou fazem das calçadas uma pista de caminhada.  Seja qual for o meio de locomoção - carro, moto, ônibus, bicicleta, a pé - ou a velocidade – acelerado ou lento -, é quase impossível não observar a beleza dos ipês que estão no caminho.
 
   

Neste momento são os amarelos que produzem um belo efeito na copa da árvore mas também no chão da calçada, formando um tapete de flores que, de maneira imponente, contracenam com o céu azul. As flores do ipê desabrocham em dias secos e cinzentos de inverno, contrariando a natureza. O ipê-amarelo da espécie Tabebuia vellosoi é o símbolo de nosso país, declarado em 1961, pelo então presidente Jânio Quadros, a Flor Nacional.

Que bom que os Ipês estão na UniRV! À beira do asfalto, podem desflorar-se de suas vestes coloridas sem que a vassoura rapidamente possa juntá-las ou que a escassa água empurre para dentro do esgoto suas flores.

Neste momento, ainda é possível ver os Ipês-amarelos da UniRV, os Rosas já adormeceram e se enclausuraram aguardando um novo tempo para florescerem.

Para quem não observou a beleza ao vivo pode ver por fotos, elas conseguem mostrar a imagem, mas nunca o mistério da contemplação.
 
  

Curiosidade

Os Ipês foram plantados na UniRV em 1989, pelo Engenheiro Florestal e docente da UniRV Antonio Graciano Ribeiro (Tonhão); e à época pelo Secretário da Agricultura Municipal de Rio Verde, Engenheiro Agrônomo Avelar de Moraes Macedo; o Técnico em Agropecuária, Carlos Mendonça de Moraes e o Técnico responsável pelo viveiro, Milton Kanaschiro.

Conhecendo um pouco mais (de acordo com as referências indicadas ao final)

Os ipês pertencem à família das Bignoniáceas, da qual também faz parte o jacarandá, e ao gênero Tabebuia (do tupi, pau ou madeira que flutua), embora sejam de madeira muito pesada para flutuar. Tabebuia era, na verdade, o nome usado pelos índios para denominar a caixeta (Tabebuia cassinoides), uma árvore de madeira leve da região litorânea do Brasil, muito usada hoje na fabricação de artesanatos, instrumentos musicais, lápis e vários outros objetos.

Ipê é uma palavra de origem tupi, que significa árvore cascuda, e é o nome popular usado para designar um grupo de nove ou dez espécies de árvores com características semelhantes de flores brancas, amarelas, rosas, roxas ou lilás. No Norte, Leste e Nordeste do Brasil, são mais conhecidos como pau d’arco (os indígenas utilizavam a madeira para fazer arco e flecha); no Pantanal, como peúva (do tupi, árvore da casca); e, em algumas regiões de Minas Gerais e Goiás, como ipeúna (do tupi, una = preto). Na Argentina e Paraguai ele é conhecido como lapacho. De forma geral os ipês ocorrem principalmente em florestas tropicais, mas também podem aparecerem de forma exuberante no Cerrado e na Caatinga.

Outros usos do ipê

Os ipês também são usados para fins medicinais, embora sem comprovação científica. A Tabeubuia aurea, uma espécie de ipê-amarelo nativa dos cerrados, da caatinga e do Pantanal Mato-Grossense, é muito usada na medicina caseira em algumas regiões do país, principalmente no Nordeste. A entrecasca do caule é empregada no tratamento de gripes e resfriados e a casca, no tratamento de inflamações em geral.

A casca da Tabebuia avellanedae, ipê-roxo que ocorre em todo o Brasil, é usada, sob a forma de chá, como diurético e no combate a infecções, ao impetigo, a alguns tipos de câncer, de lupus, doença de Parkinson, psoríase e alergias. Outras espécies, especialmente a T. impetiginosa e a T. serratifolia, possuem propriedades semelhantes e contêm praticamente os mesmos componentes químicos.

Fontes:

LORENZI, HARRI. Árvores Brasileiras: Manual de Identificação e Cultivo de Plantas Arbóreas Nativas do Brasil. vol.1, 4ª ed. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002. 

___. Plantas Medicinais no Brasil: nativas e exóticas cultivadas. Nova Odessa, SP: Instituto Plantarum, 2002.

PROCHNOW, M (org). No Jardim das Florestas. Rio do Sul: APREMAVI, 2007.

http://www.invivo.fiocruz.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=884&sid=2http://www.oguialegal.com/ipe-amarelo.htm
 
   
 
  
 
 

 
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